FRUTO DO ESPÍRITO
Leitura: Gl 5.22,23
Leitura: Gl 5.22,23
O fruto de Espírito é produzido pelo Espírito Santo. Assim sendo, o cristão que quer possuir tal fruto, precisa depender do Espírito do Senhor, vivendo e andando no Espírito, para que esta marca espiritual seja encontrada em cada um de nós.
FIDELIDADE
Fidelidade (gr pistis), i.e, lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade. “É a confiabilidade e fidedignidade que torna uma pessoa totalmente confiável e cuja palavra podemos aceitar completamente” William Barclay.
Podemos confiar totalmente em Deus, porque Ele é fiel. A Bíblia declara isto muitas vezes (1Co 10:13; 2Co 1:18; 1Ts 5:24; 2Ts 3:3) Fidelidade é um dos atributos mais destacados de Deus (Rm 3.3; Sl 36.5).
A Bíblia também declara a fidelidade de Cristo (2Tm 2.13), destacando-o como “a testemunha fiel” (Ap 3.4) e aquele que é “fiel e verdadeiro” (Ap 19.11).
A Bíblia também declara a fidelidade de Cristo (2Tm 2.13), destacando-o como “a testemunha fiel” (Ap 3.4) e aquele que é “fiel e verdadeiro” (Ap 19.11).
Fidelidade, portanto, deve ser uma característica de todo cristão sincero. Sendo servos de Deus, devemos ser servos dignos de confiança. Jesus disse que o mordomo precisa ser fiel ao seu Senhor, para merecer a confiança de ser nomeado mordomo de toda a casa (Mt 24.45). Disse também que precisa ser fiel nas coisas mínimas (Lc 16.10). Paulo disse que os dispenseiros precisam ser fiéis (1Cor 4.2). Pedro também destaca esta característica (1 Pe 1.20).
Para sermos fiéis a Deus, ele exige exclusividade (Js 24.14,15; 1Rs 18.21). Não se pode ser fiel a dois senhores (Lc 16.13). Também é exigida a regularidade, pois não se pode ser fiel apenas algumas vezes, mas precisamos ser sempre achados fidedignos (Ap 2.10)
A Bíblia promete a vitória como recompensa para aqueles que são fiéis (Ap 2.10; 17.14).
MANSIDÃO
Mansidão (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e a coragem; descreve alguém que pode irar-se com justiça quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso. Mansidão não se caracteriza como um espírito enfraquecido, que não reclama de nada, mas, sim, por um espírito suave, brando e que produz calma e tranqüilidade, sem perder a capacidade de reagir com justiça. A palavra é ilustrada por Platão com um cão de guarda, que revela hostilidade valente aos estranhos e amizade gentil para com os familiares da casa, aos quais conhece e ama. “Mansidão é suavidade, indulgência para com o fraco e errado, sofrimento paciente ao receber injúrias sem sentir um espírito de vingança e até equilíbrio em todas as paixões e temperamento, o completo oposto de raiva” (Clarke).
Pode ser traduzida como suavidade, mansidão,doçura ou humildade. Cristo é o nosso maior exemplo, pois ele mesmo apresentou-se como professor nesta área (Mt 11.28-30). A Bíblia o apresenta como o messias humildade, que foi profetizado (Mt 21.5) e o apóstolo Paulo destaca a sua humildade (2Cor 10.1).
Os mansos recebem o favor de Deus (Sl 10.17; 76.9; 149.4; Pv 3.34) e terão o privilégio de ouvi-lo e gozar da sua intimidade (Is 29.19; Sl 25.9; 147.6).
A Bíblia destaca a vida de alguns homens mansos. Moisés é apresentado como o mais manso da terra (Nm 12.3). Podemos ver a humildade do apóstolo Paulo nas cartas que escreveu. Nas primeiras cartas, ele descreve a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (1Cor 15.9). Após alguns anos de ministério, ele apresenta-se como “o menor de todos os santos” (Ef 3.8). E, ao final de sua carreira, apresenta-se como o principal dos pecadores (1Tm 1.15). Estes homens foram mansos, mas tiveram momentos de ira, provocada pelo zelo com as coisas espirituais: Jesus no Templo, com os cambistas (Mc 11.15-17); Paulo com Pedro (Gl 2.11); Moisés ao descer do Monte (Êx 32.19).
A Bíblia recomenda que devemos buscar a mansidão (Sf 2.3) e exercitá-la no trato com os irmãos (Ef 4.2; Cl 3.12). Ela é a característica que precisa ser encontrada na família (1 Pe 3.4), nos que ensinam ou pregam (2Tm 2.25; 1Pe 3.15) e também nos que ouvem (Tg 1.21), e no trato com os homens em geral (Tt 3.2).
DOMÍNIO PRÓPRIO
Domínio próprio (gr. egkrateia), i.e., o controle ou o domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais e também a pureza. É traduzido por “moderação,” “temperança” ou “domínio próprio.” Sua essência está nas palavras do sábio Salomão: “Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito” (Pv 25.28). É a característica do cristão maduro, que, sendo dominado pelo Espírito Santo, não está sob o domínio dos seus desejos e vontades. Thayer a define como: “a virtude de alguém que domina seus desejos e paixões, especialmente seus apetites sensuais.” O Pr. Israel Belo assim explica: “Quem tem domínio próprio se autodomina. Quem não tem é dominado por algo ou por alguém. Quem tem domínio não permite que sentimentos e desejos o controlem; antes, controla-os, não se permitindo dominar por atitudes, costumes e paixões”.
Esta é uma virtude necessária a todo cristão (Tt 1.8; 2Pe 1.6; Rm 6.14). O homem no pecado está sob domínio e é levado a pecar (2 Pe 2.19). Mas os que estão sob o senhorio de Cristo, não vivem mais sobre o domínio do pecado (Gl 5.17; Rm 6.14; Rm 8.2). Devemos estar sob o domínio do Espírito Santo: mortificando os desejos do corpo (Rm 8.13); e os nossos membros (Cl 3.5,8-9), compreendendo que este é um processo que continua enquanto crescemos diariamente (Cl 3.10-14), sabendo que não estamos sozinhos e que Deus está operando também em nós tanto a disposição interior quanto a ação de viver em linha com Sua vontade, que inclui a produção do Fruto do Espírito! (Fp 2.13).

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